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quinta-feira, 28 de abril de 2011



A Posição Sentada





Errado--->




Certo --->


A posição sentada é a posição mais freqüentemente adotada pela maioria das pessoas nas atividades profissionais, domésticas e no lazer. Pessoas que passam longos períodos sentadas sofrem mais de dor nas costas do que pessoas que se movimentam mais. Desta forma, é importante considerar como ficamos sentados, que tipo de cadeiras utilizamos e o que podemos fazer para prevenir a dor nas costas.






Escolha da cadeira adequada



Sentar bem em uma cadeira requer primeiramente uma cadeira com dimensões apropriadas para o nosso corpo. Ao sentar em uma cadeira você deve ter os 2 pés apoiados no chão, o assento deve ser firme e profundo o suficiente para suportar as nossas coxas, não forçando o ângulo posterior dos joelhos e ter apoio para os antebraços .As bordas anteriores do assento devem ser arredondadas.
O encosto da cadeira é essencial para fornecer estabilidade para a pessoa que se senta. Numa situação de trabalho o encosto deve ser levemente inclinado para trás, pois o encosto em ângulo reto não nos dará suporte e tenderemos a escorregar o quadril para frente. O uso de um apoio lombar pode ajudar na manutenção de uma boa postura sentada, exercendo um suporte na coluna lombar e influenciando a postura global da coluna vertebral e reduzindo a fadiga muscular.


Firmeza do assento


Para que uma pessoa tenha uma boa postura na posição sentada, o assento da cadeira ou sofá deve ser firme o suficiente para impedir que a pessoa se afunde ao sentar e aumente a flexão da coluna lombar, forçando as articulações vertebrais.


Altura do assento


A altura ideal de um assento deve ser aquela em que a pessoa sentada mantenha ângulo reto nas articulações dos joelhos e tornozelos. Para as pessoas mais baixas que não conseguem encostar os pés no chão, o uso de um apoio para os pés auxilia a manutenção da postura correta.


Suporte lombar

Mesmo estando sentado em uma cadeira adequada, a manutenção da postura ereta é uma tarefa difícil já que há uma fadiga dos músculos estabilizadores do tronco. O apoio lombar vai exercer um suporte na coluna, recuperando a lordose lombar fisiológica e reaproximando a coluna de sua conformação anatômica, reduzindo assim a fadiga muscular. O suporte lombar ajustável permite ao paciente experimentar diferentes posições até encontrar a mais confortável para a sua coluna.

Como levantar









































Certo















Errado


Certo: inclinar o corpo para frente sem tencionar os músculos do pescoço e costas, estender os joelhos enquanto leva a cabeça e o tronco para frente e para cima, até chegar à posição em pé.

Errado: a cabeça está retraída encurtanto os músculos do pescoço e tronco, desta forma, os discos intervertebrais ficam comprimidos, podendo resultar, a longo prazo, no aparecimento de hérnia de disco.

quarta-feira, 16 de março de 2011



ASBESTOSE O QUE É?
O amianto é composto por silicato de mineral fibroso de composição química diversa. Quando se inala, as fibras de amianto fixam-se profundamente nos pulmões, causando cicatrizes. A inalação de amianto pode também produzir o espessamento dos dois folhetos da membrana que reveste os pulmões (a pleura), isso corre com os trabalhadores.
Sintomas
Formação de muitas cicatrizes e os pulmões perdem a sua elasticidade. Os 1º sintomas são: dispneia ligeira e a diminuição da capacidade para o exercício.
A inalação de fibras de amianto pode acumular líquido no espaço que se encontra entre as camadas pleurais (cavidade pleural). Em raras ocasiões, o amianto causa tumores na pleura, denominados mesoteliomas, ou em membranas do abdômen, chamados mesoteliomas peritoneais.
Os mesoteliomas causados pelo amianto são um tipo de cancro que não se consegue curar. Geralmente, aparecem depois da exposição à crocidolite, um dos quatro tipos de amianto. A amosite, outro tipo, também produz mesoteliomas. O crisotilo, provavelmente, não produz mesoteliomas, mas, às vezes, está contaminado com tremolite, e esta causa-os. Os mesoteliomas desenvolvem-se, de modo geral, ao fim de 30 ou 40 anos de exposição ao amianto.
O cancro do pulmão está relacionado, em parte, com o grau de exposição às fibras de amianto; no entanto, entre as pessoas que sofrem de asbestose, o cancro do pulmão desenvolve-se quase exclusivamente naquelas que também fumam cigarros, em especial nas que fumam mais de um maço por dia.
Diagnóstico
Nas pessoas com antecedentes de exposição ao amianto, o médico pode, às vezes, diagnosticar asbestose com uma radiografia ao tórax que mostre as alterações características. De modo geral, a função pulmonar da pessoa é anormal e, ao auscultar o pulmão, podem ouvir-se sons anormais, as chamadas crepitações.
Para determinar se um tumor pleural é canceroso, o médico pratica uma biopsia (extracção de uma pequena porção de pleura para ser examinada ao microscópio). Pode-se também extrair e analisar o líquido que rodeia os pulmões (um procedimento denominado toracentese); no entanto, este procedimento não é habitualmente tão rigoroso como a biopsia.
Prevenção e tratamento
Diminuir ao máximo o pó e as fibras de amianto no local de trabalho. O amianto deveria ser extraído por trabalhadores especializados em técnicas de extração. E utilização de EPI (EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL). A maioria dos tratamentos: é alivia os sintomas com a administração de oxigénio alivia a dispneia. Drenar o líquido à volta dos pulmões pode também facilitar a respiração. Há casos em que o transplante do pulmão deu resultados muito positivos na asbestose. Os mesoteliomas são invariavelmente mortais; a quimioterapia não é eficaz e a extirpação cirúrgica do tumor não cura o cancro.







quarta-feira, 2 de março de 2011


LER - DORT

A LER e DORT são as siglas para Lesões por Esforços Repetitivos e Distúrbios Osteo-musculares Relacionados ao Trabalho, sendo doenças caracterizadas pelo desgaste de estruturas do sistema músculo-esquelético que atingem várias categorias profissionais.

Diferentemente do que ocorre com doenças não ocupacionais, as doenças relacionadas ao trabalho têm implicações legais que atingem a vida dos pacientes. O seu reconhecimento é regido por normas e legislações específicas a fim de garantir a saúde e os direitos do trabalhador.

Sintomas da LER- DORT
Geralmente os sintomas são de evolução insidiosa até serem claramente percebidos. Com freqüência, são desencadeados ou agravados após períodos de maior quantidade de trabalho ou jornadas prolongadas e em geral, o trabalhador busca formas de manter o desenvolvimento de seu trabalho, mesmo que à custa de dor. A diminuição da capacidade física passa a ser percebida no trabalho e fora dele, nas atividades cotidianas.

As queixas mais comuns do portador de LER - DORT são:

•Dor localizada, irradiada ou generalizada,
•Desconforto,
•Fadiga,
•Sensação de peso,
•Formigamento,
•Dormência,
•Sensação de diminuição de força,
•Inchaço,
•Enrijecimento muscular,
•Choques nos membros e
•Falta de firmeza nas mãos.
Nos casos mais crônicos e graves, pode ocorrer:

•Sudorese excessiva nas mãos e
•Alodínea (sensação de dor como resposta a estímulos não nocivos em pele normal).
Causas da LER – DORT
A LER ou DORT são as manifestações de lesões decorrentes da utilização excessiva, imposta ao sistema músculo-esquelético, e da falta de tempo para recuperação. Lesões neuro-ortopédicas como as tendinites, sinovites, compressões de nervos periféricos podem ser identificadas ou não.

Os fatores de risco não são necessariamente as causas diretas das LER - DORT, mas podem gerar respostas que produzem as LER – DORT. Os fatores de risco não são independentes, interagem entre si e devem ser sempre analisados de forma integrada. Envolvem aspectos biomecânicos, cognitivos, sensoriais, afetivos e de organização do trabalho.

Os fatores incluem:

Posto de trabalho que force o trabalhador a adotar posturas, a suportar certas cargas e a se comportar de forma a causar ou agravar afecções músculo-esqueléticas.
•Exposição a vibrações de corpo inteiro, ou do membro superior, podem causar efeitos vasculares, musculares e neurológicos.
•Exposição ao frio pode ter efeito direto sobre o tecido exposto e indireto pelo uso de equipamentos de proteção individual contra baixas temperaturas (ex. luvas).
•Exposição a ruído elevado, entre outros efeitos pode produzir mudanças de comportamento.
•Pressão mecânica localizada provocada pelo contato físico de cantos retos ou pontiagudos de objetos, ferramentas e móveis com tecidos moles de segmentos anatômicos e trajetos nervosos provocando compressões de estruturas moles do sistema músculo-esquelético.
•Posturas. As posturas que podem causar LER-DORT possuem três características que podem estar presentes simultaneamente:
◦Posturas extremas que podem forçar os limites da amplitude das articulações.
◦Força da gravidade impondo aumento de carga sobre os músculos e outros tecidos.
◦Posturas que modificam a geometria músculo-esquelética e podem gerar estresse sobre tendões, músculos e outros tecidos e/ou reduzir a tolerância dos tecidos.
•Carga mecânica músculo-esquelética. Entre os fatores que influenciam a carga músculo-esquelética, encontramos: a força, a repetitividade, a duração da carga, o tipo de preensão, a postura e o método de trabalho. A carga músculo-esquelética pode ser entendida como a carga mecânica exercida sobre seus tecidos e inclui:
◦Tensão (ex.: tensão do bíceps);
◦Pressão (ex.: pressão sobre o canal do carpo);
◦Fricção (ex.: fricção de um tendão sobre a sua bainha);
◦Irritação
(ex.: irritação de um nervo).



Diagnóstico da LER – DORT
Para realizar o diagnóstico da LER – DORT, o médico busca dados por meio da história clínica, levando em consideração as atividades realizadas pela pessoa tanto no trabalho, quanto no lazer. Em seguida realiza um exame físico geral, dedicando especial atenção aos locais afetados.

Exames complementares podem ser solicitados para esclarecer o diagnóstico, incluindo:

•Radiografias,
•Ecografias,
•Eletroneuromiografia,
•Ressonância magnética,
•Exames laboratoriais para condições reumáticas, dentre outros.

Tratamento da LER – DORT
O tratamento da LER – DORT têm início após um diagnosticado correto e deve buscar uma abordagem integrada, ao invés de tratar somente a sintomatologia:

•Medidas ergonômicas visam à melhoria do espaço físico e dinâmico de trabalho que não induzam ao desenvolvimento da LER – DORT. Por vezes, pequenas adaptações fazem grandes diferenças. As pausas programadas podem ser consideradas atitudes ergonômicas benéficas.
•Exercícios físicos são benéficos e incluem tanto exercícios aeróbicos, como exercícios de alongamento.
•Fisioterapia é muitas vezes empregada na redução da dor e na recuperação da função e dos movimentos do membro afetado pela LER – DORT.
•Medicamentos antiinflamatórios e analgésicos são utilizados para alívio da dor aguda e crônica da LER - DORT. Devem ser utilizados com cautela e recomendação médica.
•Medicamentos corticóides são antiinflamatórios mais potentes, porém com mais efeitos colaterais, merecendo atenção médica redobrada.
•Medicamentos antidepressivos e outros agentes com ação no sistema nervoso central são utilizados em quadros de dores crônicas provocadas pela LER – DORT ou quando associadas a sintomas de humor e/ou ansiedade.
•Intervenção cirúrgica é indicada para casos associados a mal formações e deformidades ósteo-musculares irreversíveis ao tratamento medicamentoso.


Prevenção da LER – DORT
•Identifique tarefas, ferramentas ou situações que causam dor ou desconforto e converse sobre elas com os profissionais da Comissão de Saúde Ocupacional e com sua chefia.
•Faça revezamento nas tarefas.
•Procure aprender outras tarefas que exijam outros tipos de movimento.
•Faça pausas obrigatórias de 10 minutos a cada 50 minutos trabalhados, evitando ultrapassar 6 horas de trabalho diário de digitação.
•Auxilie na identificação das posições incorretas e forçadas no trabalho. Ao mesmo tempo, procure dar sugestões sobre o que fazer.
•Informe claramente à sua chefia quando o tempo determinado para realizar uma tarefa for reduzido.
•Diante dos sintomas de dor ou formigamento nos membros superiores, procure um médico.
•Procure conhecer os recursos de conforto do seu posto de trabalho.
•Procure adotar as posturas corretas.
•Levante-se de tempos em tempos, ande um pouco, espreguice-se, faça movimentos contrários àqueles da tarefa.





Exercícios para LER – DORT
Estes exercícios são indicados para prevenção e auxiliam no tratamento da LER – DORT

Abra as mãos e encoste as palmas em "posição de rezar". Com os dedos juntos flexione os punhos e comprima uma mão contra a outra. (frente do peito).

Aperte dedo contra dedo, alongando-os um por um (polegar contra polegar, indicador contra indicador e assim por diante). Pode ser feito com todos os dedos ao mesmo tempo.

Cruze o dedo com dedo (gancho) e puxe alternando-os. Ex. polegar com médio, anular com mínimo. A variedade fica por conta de cada um.

Feche bem as mãos como se estivesse segurando algo com força. Em seguida estique bem os dedos.

Abra os dedos afastando-os o máximo possível. Feche os dedos apertando-os com a mão esticada.

Faça "ondas" com a mão e os dedos. Como se a mão estivesse serpenteando no ar.

Balance as mãos.

Gire os punhos em círculo, com as mãos soltas, no sentido horário e anti-horário.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

TUDO SOBRE OS EXTINTORES





Classificação dos extintores




Classificação dos incêndios e dos agentes extintores

CLASSIFICAÇÃO DOS INCÊNDIOS
Para facilitar a seleção dos melhores métodos para combater cada tipo de incêndio, estes são usualmente, divididos em quatro classes principais, a saber:
classe "A", "B", "C" e "D".

Classe "A" São os que se verificam em materiais fibrosos ou sólidos, que formam brasas ou deixam resíduos. São os incêndios em madeira, papel, tecidos, borracha e na maioria dos plásticos.

Classe "B" – São os que se verificam em líquidos inflamáveis (óleo, querosene, gasolina, tintas, álcool, etc.) e também em graxas e gases inflamáveis.

Classe "C" - São os que se verificam em equipamentos elétricos e instalações, enquanto a energia elétrica estiver alimentada.

Classe "D" - São os que se verificam em metais (magnésio, titânio e lítio).


CLASSIFICAÇÃO DOS AGENTES EXTINTORES

Agente extintor é tudo aquilo que é ou pode ser usado para abafar ou resfriar as chamas, propiciando sua extinção.

Os agentes extintores de uso mais difundido a bordo são:

ÁGUA é o agente extintor de uso mais comum, sendo utilizado sob três formas básicas: Jato Sólido, Neblina de Alta Velocidade e Neblina de Baixa Velocidade Jato Sólido- Consiste de um jato de água, produzido à alta pressão, por meio de um esguicho com orifício circular de descarga. É o meio por excelência para extinção de incêndios da classe "A".

Neblina de Alta e Baixa Velocidade - Consistem no borrifamento da água por meio de pulverizadores especiais. São muito utilizadas na extinção de incêndios por resfriamento. Podem ser utilizadas para auxiliar na extinção de incêndios classe "A" e classe "B".

OBS: A Água, especialmente a salgada é boa condutora de eletricidade e não deve portanto ser utilizada na extinção de incêndios da classe "C".

ESPUMA é um agente extintor específico para incêndios classe "B". Ela é formada por dois métodos básicos, que caracterizam os dois tipos de espuma que existem: Química e Mecânica.

A Espuma Química é mais comumente encontrada em extintores portáteis.

A Espuma Mecânica possui um uso mais generalizado a bordo, é produzida em grandes volumes por equipamentos especiais, que misturam líquido gerador, água e o ar. Dessa forma podemos dizer que a espuma extingue o incêndio principalmente por abafamento e, secundariamente, por resfriamento.

CO2 - Por ser o CO2 um gás inerte, isto é, um gás que não alimenta a combustão, ele é empregado com agente extintor por abafamento, criando ao redor do corpo em chamas, uma atmosfera rica em CO2 e, por conseguinte, pobre em oxigênio. O CO2 é um gás mau condutor de eletricidade e, por isso, é especialmente indicado para incêndios classe "C". O CO2 é também muito usado em extintores portáteis, sendo empregado em incêndios das classes "B" e "C".

VAPOR - O vapor d’água pode ser utilizado como agente extintor, por abafamento.
Usa-se vapor para extinguir incêndios da classe "B".

PÓ QUÍMICO - O agente extintor químico de bicarbonato de potássio é um pó químico usado principalmente como agente extintor de incêndios em líquidos inflamáveis. É também eficiente na extinção de incêndios em gases inflamáveis. Em último caso poderá também ser utilizado em incêndios da classe "C".

HALON - Pode ser encontrado em extintores portáteis e sistemas fixos. Quando liberado, o Halon se vaporiza num gás com aspecto incolor, inodoro e com densidade 5 vezes maior do que o ar. Extingue o fogo através do método da quebra da reação em cadeia.






Proteção contra incêndio: componentes


Para prover elevados níveis de proteção, os módulos são formados por sofisticados componentes de alarme, detecção e supressão de incêndio. Nos parágrafos seguintes estão descritas as principais famílias desses componentes. Os parágrafos em itálico são reproduções da norma ABNT NBR 9441, que estabelecem os requisitos a serem atendidos por esses componentes.
Detectores

Os detectores acionam automaticamente a central de alarme de incêndio, e podem ser dos seguintes tipos:

Detector de Temperatura

O detector térmico é instalado em ambientes onde a ultrapassagem de determinada temperatura indique seguramente um princípio de incêndio.
O detector termo-velocimétrico (elemento que atua com um gradiente de temperatura) e termostático combinados, responde a uma elevação brusca de temperatura ou quando esta atinge um valor pré-determinado. Sua aplicação está especificamente indicada para incêndio que se inicia com uma elevação brusca de temperatura.

A máxima área de proteção a ser empregada para detectores de temperatura é de 36 m2, para uma altura máxima de instalação de 5 m e tetos planos ou com vigas até 0,20 m de altura.

Em áreas cuja temperatura do teto seja normalmente elevada, a seleção da temperatura ou faixa de atuação do detector deve ser feita de acordo com a tabela:


Temperatura do teto (ºC)
Temperatura de atuação do detector (ºC)
Até 38
66
107
149
190
246 57 a 79
80 a 120
121 a 162
163 a 204
205 a 259
260 a 301
Em locais com teto plano e altura superior a 5 metros, o espaçamento entre detectores térmicos deverá ser reduzido, sendo permitidas interpolações para valores intermediários conforme tabela abaixo:


Altura do Local (metros) Espaçamento Máximo (metros)
até 5,0
6,0
7,0
8,0
9,0
10,0 6,0
5,6
5,1
4,5
3,8
3,0


Detector de Fumaça
O detector iônico de fumaça atua mediante a presença de produtos de combustão visíveis ou invisíveis. O princípio de funcionamento se baseia na detecção iônica. Possui duas câmeras, uma de referência e outra de análise. É indicado para ambientes com atmosferas limpas e para cobrir grandes riscos.

O detector óptico de fumaça é ativado mediante a presença de produtos de combustão: fumaça visível. O princípio de funcionamento é baseado na técnica de dispersão de luz no interior de uma câmara que emite luz infravermelha. Ao entrar fumaça na câmara, esta é detectada por dispositivo eletrônico óptico.

A área máxima de proteção dos detectores pontuais de fumaça é de 81 m2, para instalação em tetos planos com vigas até 0,20 m de altura, ambientes sem ventilação forçada e com altura de instalação até 8 m.
A escolha do detector de fumaça, deve ser feita de acordo com as características de combustão dos materiais contidos na área supervisionada, bem como os locais nos quais estes serão instalados.
Os detectores de fumaça serão localizados no teto, a não menos de 0,15 m da parede lateral ou, em casos específicos, na parede lateral, à distância entre 0,15 m a 0,30 m do teto.
A área de ação dos detectores de fumaça diminui à medida que aumenta o volume de ar trocado no ambiente. Esta troca de ar é expressa em trocas de ar por hora. A redução da área de ação do detector a ser aplicada em função da troca de ar, deve ser obtida através da tabela a baixo.



Trocas de ar por hora
Área de ação do detector (m 2 )
60,0
11,6

Sendo permitidas interpolações para valores intermediários:
30,0
20,0
15,0
12,0
10,0
8,6
7,5 23,2
34,8
46,4
58,1
69,7
81,0
81,0

Em ambientes dotados de sistemas de ar condicionado ou ventilação forçada, os detectores devem ser instalados preferencialmente próximos aos retornos deste fluxo ou detectores apropriados para dutos. Deve-se evitar a instalação dos detectores a menos de 1,50 m dos pontos de insuflamento ou entrada de ar no ambiente.
Cada ambiente deve ser protegido por um tipo único de detector. Por exemplo, não é permitido proteger parte de um ambiente com detectores de fumaça e a parte restante com detectores térmicos.
Detector de Chama

Dispositivo que indica a presença de partículas sólidas, vapores e/ou gases que compõem a fumaça de chamas. São utilizados em ambientes onde a chama é o primeiro indício de fogo.
O sensor de chama é sensível aos raios ultravioletas que se fazem presentes sempre que existe fogo. Por suas características de projeto, este detector discrimina outras formas de raios, sendo portanto imune à luz natural.

Características Técnicas:

- Ângulo de visão: 90º;
- Tensão de operação: 12 a 24 VDC;
- Corrente de operação: 25mA 24 VDC;
- Corrente de repouso: 1uA sob 24 VDC;
- Temperatura de operação: -10ºC a 70ºC;
- Umidade relativa: 95% max.

A localização e espaçamento dos detectores de chama deverão resultar de uma análise do risco, considerando:

- tamanho da chama a ser detectada;
- tipo principal de radiação gerada em função do combustível envolvido;
- sensibilidade do detector;
- campo de visão do detector;
- distancia entre detector e a provável chama;
- presença de outras radiações;
- propósito do sistema;
- tempo de resposta desejado.

Dispositivos para evitar acúmulo de pó ou sujeira na lente do detector deverão ser previstos, de forma a não diminuir sua sensibilidade entre as manutenções preventivas.

Recomenda-se que o detector de chama deva possuir um dispositivo que indique sujeira na lente, necessitando manutenção.

Os detectores de chama são recomendados nas seguintes aplicações:

1. Áreas abertas ou semi-abertas onde ventos podem dissipar a fumaça, impedindo a ação dos detectores de temperatura ou de fumaça.
2. Áreas onde uma chama possa ocorrer rapidamente, tais como hangares, áreas de produção petroquímica, áreas de armazenagem e transferência, instalações de gás natural, cabines de pintura, ou áreas de solventes.
3. Áreas ou instalações de alto risco de incêndio, freqüentemente conjugados com um sistema de extinção automático.
Detectores de chama são classificados pelo tipo de radiação, tais como: ultravioleta, infravermelho de comprimento de onda simples, infravermelho de comprimento de onda múltiplo e combinação de ultravioleta e infravermelho.
Cada uma dessas tecnologias possui tempos de resposta específicos.

A faixa espectral para essas tecnologias é:

- UV: 0,10 a 0,35 micrômetros;
- IR : 0,76 a 4,70 micrômetros.

Acionador Manual

Dispositivo destinado a transmitir a informação de emergência, quando acionado manualmente. O acionador manual possui indicação visual de funcionamento, sirene interna com oscilador tipo Fá-Dó 110 dB e acompanha martelo para quebra de vidro.

Deverá possuir as seguintes características:

- Ser compatível, lógica e eletricamente, com o circuito de detecção;
- Ser instalada em caixa pintada nas cores padronizada, com tampa frontal de proteção em vidro não removível e transparente;
- Ter acionamento através de alavanca frontal sem retorno, ou botão com travamento; no caso de acionamento através de alavanca, o seu reset só poderá ser feito utilizando-se ferramenta especial;
- Possuir contatos resistentes à degradação por queima por centelhamento;
- Possuir dispositivo de segurança que impeça o acionamento acidental.

Deve ser instalado em locais de maior probabilidade de trânsito de pessoas em caso de emergência, tais como: nas saídas de áreas de trabalho, áreas de lazer, em corredores, saídas de emergência para o exterior, etc.

Deve ser instalado a uma altura entre 1,20 m e 1,40 m do piso acabado, na forma embutida ou de sobrepor, na cor vermelho segurança.


A distância máxima a ser percorrida em qualquer ponto da área protegida, até o acionador manual mais próximo, não deve ser superior a 16 m e a distancia entre acionadores manuais não deve ultrapassar 30 m.


Os dispositivos do sistema de detecção capazes de identificar individualmente o dispositivo acionado, interligado a uma central, são denominados como endereçáveis. Esta característica tem se tornado muito comum e de grande utilidade nos procedimentos de operação e manutenção do sistema. Essa funcionalidade pode ajudar na localização mais precisa dos pontos de monitoração de focos de irregularidades.

Extintores/Acionadores

De uma maneira geral existe dois modos ou sub-sistemas de extinção de incêndio, um a base de água e outro a base de gás do tipo FM-200.
A água nem sempre é um elemento apropriado para combate de incêndio em ambientes industriais e facilidades do tipo infra-estrutura de telecom, pois o seu uso certamente incorrerá a paralisação da operação do site.

Extinção por Água

Os dispositivos de extinção neste caso são denominados por: Sistema Splinker (chuveiros automáticos para extinção de incêndio). Eles são os dispositivos mais comuns para combate contra fogo, provendo alta confiabilidade e baixo impacto ambiental. Os “chuveiros” são ligados à tubulação de água pressurizada por bombas no instante de acionamento do sistema, provendo uma verdadeira chuva artificial no ambiente.

Gás Halocarbono

O principal gás do tipo Halocarbono usado no combate ao fogo é HFC-227, conhecido por seu nome comercial FM-200. A extinção do fogo se dá por uma mistura de calor e reação química. Ele é considerado seguro para uso em locais ocupados por pessoas. O Carbon Dioxide Carbon Dioxide (CO2 ) foi usado por muitos anos, entretanto o CO2 é um asfixiante na concentração exigida para extinguir o fogo, e então era usado apenas para ambientes não freqüentados por pessoas.
O custo associado à instalação e manutenção do sistema baseado no gás FM é significativamente maior que o sistema a água. Devido a isto, é possível encontrar sistemas de extinção com combinações dos dois modos, onde o FM-200 é o elemento principal e o sistema com splinklers entra num estágio secundário, caso seja necessário.
Antes da descarga de agentes extintores, a central deve efetuar no mínimo, os seguintes comandos:

- Atuar: avisadores sonoros e visuais, luzes de rotas de fuga, dispositivos de alívio de pressão, bombas de incêndio, etc;
- Desligar: sistemas de ventilação ou ar condicionado, alimentação elétrica, bombas de alimentação de combustíveis;
- Fechar: portas corta-fogo, dampers, válvulas de alimentação de combustíveis;
- Desbloquear: portas de fuga, no caso de sistemas de controle de acesso.

Para o cálculo do tempo de evacuação, deve-se considerar o tempo que uma pessoa, caminhando em velocidade não superior a 40 metros/minuto, mesmo situada em local e condição mais desfavoráveis da área protegida, consegue chegar a um local seguro.

Alarmes Sonoros e Visuais

Dispositivo que sinaliza sonora e/ou visualmente qualquer ocorrência auxiliar relacionada ao sistema.

Devem ser instalados, em quantidades suficientes, nos locais que permitam sua visualização e/ou audição, em qualquer ponto do ambiente no qual estão instalados, nas condições normais de trabalho deste ambiente, sem impedir a comunicação verbal próximo do local de instalação.


Os avisadores visuais deverão ter intensidade luminosa mínima de 15 cd e máxima de 300 cd, devendo ser instalados preferencialmente na parede, a uma altura entre 2,20 a 3,50 m , de forma embutida ou sobreposta.


Os avisadores visuais, deverão ser pulsantes, com freqüência entre 1 e 6 Hz.


Os avisadores sonoros devem apresentar potência sonora de 15 dBA acima do nível médio de som do ambiente, ou 5 dBA acima do nível máximo de som, medidos a 3 metros da fonte.

Os avisadores sonoros deverão ser instalados preferencialmente na parede, a uma altura entre 2,20 a 3,50 m , de forma embutida ou sobreposta.

Central de Supervisão e Controle

As funções de automatismo desse sistema são comumente exercidas pela central de supervisão, que implementa todas as funções de uma central de incêndio. O equipamento é destinado a processar e supervisionar os sinais provenientes dos detectores, e dispositivos de campo, convertendo-os em sinalizações adequadas, comandando e controlando os demais componentes do sistema de detecção e alarmes, bem como suas interfaces com outros sistemas.

As interfaces para os dispositivos desse sistema são:

- Interface com sensores ópticos de fumaça e termo-velocimétricos (detector atua com variações rápidas de temperatura);
- Interface com botoeiras de alarme;
- Saída para sirene;
- Saída para sistema de combate (liberação de gás de extinção de fogo FM200).
- Reset de laço de sensores convencionais;
- Bloqueio do sistema de ar condicionado.
- Interface com sistema de automação de site.

As principais indicações luminosas da central são:

- Fogo Geral;
- Defeito Geral;
- Pré-alarme;
- Defeito de laço no display;
- Sistema ligado;
- Alarme de defeito no display;
- Falta de alimentação;
- Avanço no display;
- Defeito no sistema.

Em estações assistidas deve ser localizada em áreas de rápido acesso, como salas de controle, salas de segurança ou bombeiros, portaria principal de edifícios, sob vigilância constante de operadores habilitados e treinados.


Em sites de telecom não assistidos, devem ficar junto à central de automação da estação próximas aos quadros de energia AC e DC, tipicamente situados próximos à porta de entrada da estação.

No interior das centrais só poderão ser instaladas baterias seladas.

A área de instalação da central não deve estar próxima a materiais inflamáveis ou tóxicos, deve ser ventilada e protegida contra a penetração de gases e vapores.

O local de instalação da central deve ter rotas de fuga seguras para os operadores.

O local da instalação da central deve permitir a rápida comunicação entre este e o Corpo de Bombeiros ou Brigada de Incêndio.

Deve-se prever um espaço livre mínimo de 1 m 2 em frente à central, destinado a manutenção preventiva e corretiva.

Na atuação de um detector, a central deve comandar automaticamente o desligamento do sistema de ventilação, ar condicionado e o fechamento dos dampers corta-fogo, da área em alarme.

Em estações não assistidas o sistema de combate automático de incêndio deverá temporizar aguardando um comando do centro de operação para inibir a liberação do gás de extinção de incêndio. Não ocorrendo a inibição local ou remota, o sistema irá liberar toda carga do gás, sinalizando ao centro de operação o evento.


terça-feira, 31 de agosto de 2010


FUNDAMENTOS DA HIGIENE E SEGURANÇA

INTRODUÇÃO
A indústria sempre teve associada a vertente humana, nem sempre tratada como sua componente preponderante.
Até meados do século 20, as condições de trabalho nunca foram levadas em conta, sendo sim importante a produtividade, mesmo que tal implicasse riscos de doença ou mesmo à morte dos trabalhadores. Para tal contribuíam dois fatores, uma mentalidade em que o valor da vida humana era pouco mais que desprezível e uma total ausência por parte dos Estados de leis que protegessem o trabalhador.
Apenas a partir da década de 50 / 60, surgem as primeiras tentativas sérias de integrar os trabalhadores em atividades devidamente adequadas às suas capacidades.
Atualmente em Portugal existe legislação que permite uma proteção eficaz de quem integra atividades industriais, ou outras , devendo a sua aplicação ser entendida como o melhor meio de beneficiar simultaneamente as Empresas e os Trabalhadores na salvaguarda dos aspectos relacionados com as condições ambientais e de segurança de cada posto de trabalho.
Na atualidade, em que certificações de Sistemas de Garantia da Qualidade e Ambientais ganham tanta importância, as medidas relativas à Higiene e Segurança no Trabalho tardam em ser implementados pelo que o despertar de consciências é fundamental.
É precisamente este o objetivo principal deste curso, o de SENSIBILIZAR para as questões da Higiene e Segurança no Trabalho.

DEFINIÇÕES
A higiene e a segurança são duas atividades que estão intimamente relacionadas com o objetivo de garantir condições de trabalho capazes de manter um nível de saúde dos colaboradores e trabalhadores de uma Empresa .
Segundo a O.M.S.-Organização Mundial de Saúde, a verificação de condições de Higiene e Segurança consiste "num estado de bem-estar físico, mental e social e não somente a ausência de doença e enfermidade ".
A higiene do trabalho propõe-se combater, dum ponto de vista não médico, as doenças profissionais, identificando os fatores que podem afetar o ambiente do trabalho e o trabalhador, visando eliminar ou reduzir os riscos profissionais (condições inseguras de trabalho que podem afetar a saúde, segurança e bem estar do trabalhador).
A segurança do trabalho propõe-se combater, também dum ponto de vista não médico, os acidentes de trabalho, quer eliminando as condições inseguras do ambiente, quer educando os trabalhadores a utilizarem medidas preventivas.
Para além disso, as condições de segurança, higiene e saúde no trabalho constituem o fundamento material de qualquer programa de prevenção de riscos profissionais e contribuem, na empresa, para o aumento da :

􀂃 Segurança ; Estudo, avaliação e controlo dos riscos de operação
􀂃 Higiene ; Identificar e controlar as condições de trabalho que possam prejudicar a saúde do trabalhador
􀂃 Doença Profissional ; Doença em que o trabalho é determinante para o seu aparecimento.

competitividade com diminuição da sinistralidade.



ACIDENTES DE TRABALHO
O que é ACIDENTE ?.


Se procurarmos num dicionário poderemos encontrar “Acontecimento imprevisto , casual , que resulta em ferimento , dano , estrago , prejuízo , avaria , ruína , etc ..”
Os acidentes, em geral, são o resultado de uma combinação de fatores, entre os quais se destacam as falhas humanas e falhas materiais.
Vale a pena lembrar que os acidentes não escolhem hora nem lugar. Podem acontecer em casa, no ambiente de trabalho e nas inúmeras locomoções que fazemos de um lado para o outro, para cumprir nossas obrigações diárias.
Quanto aos acidentes do trabalho o que se pode dizer é que grande parte deles ocorre porque os trabalhadores se encontram mal preparados para enfrentar certos riscos.

O que diz a lei ?.
Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte, a perda ou redução da capacidade para o trabalho, permanente ou temporária...”
Lesão corporal é qualquer dano produzido no corpo humano, seja ele leve, como, por exemplo, um corte no dedo, ou grave, como a perda de um membro.
Perturbação funcional é o prejuízo do funcionamento de qualquer órgão ou sentido. Por exemplo, a perda da visão, provocada por uma pancada na cabeça, caracteriza uma perturbação funcional..

Doença profissional também é acidente do trabalho?

Doenças profissionais são aquelas que são adquiridas na sequência do exercício do trabalho em si.
Doenças do trabalho são aquelas decorrentes das condições especiais em que o trabalho é realizado. Ambas são consideradas como acidentes do trabalho, quando delas decorrer a incapacidade para o trabalho.
Um funcionário pode apanhar uma gripe, por contagio com colegas de trabalho . Essa doença, embora possa ter sido adquirida no ambiente de trabalho, não é considerada doença profissional nem do trabalho, porque não é ocasionada pelos meios de produção.
Contudo , se o trabalhador contrair uma doença ou lesão por contaminação acidental, no exercício de sua actividade, temos aí um caso equiparado a um acidente de trabalho. Por exemplo, se operador de um banho de decapagem se queima com ácido ao encher a tina do banho ácido isso é um acidente do trabalho.
Noutro caso, se um trabalhador perder a audição por ficar longo tempo sem protecção auditiva adequada, submetido ao excesso de ruído, gerado pelo trabalho executado junto a uma grande prensa, isso caracteriza igualmente uma doença de trabalho.
Um acidente de trabalho pode levar o trabalhador a se ausentar da empresa apenas por algumas horas, o que é chamado de acidente sem afastamento. É que ocorre, por exemplo, quando o acidente resulta num pequeno corte no dedo, e o trabalhador retorna ao trabalho em seguida.

Outras vezes, um acidente pode deixar o trabalhador impedido de realizar suas atividades por dias seguidos, ou meses, ou de forma definitiva. Se o trabalhador acidentado não retornar ao trabalho imediatamente ou até no dia seguinte, temos o chamado acidente com afastamento, que pode resultar na incapacidade temporária, ou na incapacidade parcial e permanente, ou, ainda, na incapacidade total e permanente para o trabalho.
A incapacidade temporária é a perda da capacidade para o trabalho por um período limitado de tempo, após o qual o trabalhador retorna às suas actividades normais.
A incapacidade parcial e permanente é a diminuição, por toda vida, da capacidade física total para o trabalho. É o que acontece, por exemplo, quando ocorre a perda de um dedo ou de uma vista
incapacidade total e permanente é a invalidez incurável para o trabalho.
Neste ultimo caso, o trabalhador não reúne condições para trabalhar o que acontece, por exemplo, se um trabalhador perde as duas vistas num acidente do trabalho. Nos casos extremos, o acidente resulta na morte do trabalhador.

Um trabalhador desvia sua atenção do trabalho por fracção de segundo,
ocasionando um acidente sério. Além do próprio trabalhador são atingidos
mais dois colegas que trabalham ao seu lado. O trabalhador tem de ser
removido urgentemente para o hospital e os dois outros trabalhadores
envolvidos são atendidos no ambulatório da empresa. Um equipamento de
fundamental importância é paralisado em consequência do dano em algumas
peças da máquina. O equipamento parado é uma guilhotina que corta a
matéria-prima para vários setores de produção.

Analise a situação anterior e liste as conseqüências diretas e indiretas que consegue prever , em resultado deste acidente .


FATORES QUE AFETAM A HIGIENE E SEGURANÇA
Em geral a actividade produtiva encerra um conjunto de riscos e de condições de trabalho desfavoráveis em resultado da especificidades próprias de alguns processos ou operações , pelo que o seu tratamento quanto a Higiene e Segurança costuma ser cuidado com atenção.
Contudo , na maior parte dos casos , é possível identificar um conjunto de fatores relacionados com a negligência ou desatenção por regras elementares e que potenciam a possibilidade de acidentes ou problemas .

Acidentes devido a CONDIÇÕES PERIGOSAS;
􀂃 Máquinas e ferramentas
􀂃 Condições de organização (Lay-Out mal feito, armazenamento perigoso, falta de Equipamento de Protecção Individual - E.P.I.)
􀂃 Condições de ambiente físico, (iluminação, calor, frio, poeiras, ruído)

Acidentes devido a AÇÕES PERIGOSAS;
􀂃 Falta de cumprimento de ordens (não usar E.P.I.)
􀂃 Ligado à natureza do trabalho (erros na armazenagem)
􀂃 Nos métodos de trabalho (trabalhar a ritmo anormal, manobrar empilhadores à Fangio, distracções, brincadeiras)
AS PERDAS DE PRODUTIVIDADE E QUALIDADE
Foi necessário muito tempo para que se reconhecesse até que ponto as condições de trabalho e a produtividade se encontram ligadas. Numa primeira fase, houve a percepção da incidência económica dos acidentes de trabalho onde só eram considerados inicialmente os custos directos (assistência médica e indemnizações) e só mais tarde se consideraram as doenças profissionais.

Na atividade corrente de uma empresa , compreendeu-se que os custos indiretos dos acidentes de trabalho são bem mais importantes que os custos diretos , através de fatores de perda como os seguintes :
􀂾 perda de horas de trabalho pela vítima
􀂾 perda de horas de trabalho pelas testemunhas e Responsáveis
􀂾 perda de horas de trabalho pelas pessoas encarregadas do inquéritos
􀂾 interrupções da produção,
􀂾 danos materiais,
􀂾 atraso na execução do trabalho,
􀂾 custos inerentes às peritagens e acções legais eventuais,
􀂾 diminuição do rendimento durante a substituição
􀂾 a retoma de trabalho pela vítima
Estas perdas podem ser muito elevadas , podendo mesmo representar quatro vezes os custos diretos do acidente de trabalho.
A diminuição de produtividade e o aumento do número de peças defeituosas e dos desperdícios de material imputáveis à fadiga provocada por horários de trabalho excessivos e por más condições de trabalho, nomeadamente no que se refere à iluminação e à ventilação, demonstraram que o corpo humano, apesar da sua imensa capacidade de adaptação, tem
um rendimento muito maior quando o trabalho decorre em condições óptimas.
Com efeito, existem muitos casos em que é possível aumentar a produtividade simplesmente com a melhoria das condições de trabalho. De uma forma geral, a Gestão das Empresas não explora suficientemente a melhoria das condições de higiene e a segurança do trabalho nem mesmo a ergonomia dos postos de trabalho como forma de aumentar a Produtividade
e a Qualidade .
A relação entre o trabalho executado pelo operador e as condições de trabalho do local de trabalho , passou a ser melhor estudada desde que as restrições impostas pela tecnologia industrial moderna constituem a fonte das formas de insatisfação que se manifestam sobretudo entre os trabalhadores afectos às tarefas mais elementares, desprovidas de qualquer interesse e com carácter repetitivo e monótono.

Desta forma pode-se afirmar que na maior parte dos casos a Produtividade
é afectada ,pela conjugação de dois aspectos importantes :

􀂾 um meio ambiente de trabalho que exponha os trabalhadores a riscos profissionais graves (causa direta de acidentes de trabalho e de doenças profissionais)
􀂾 a insatisfação dos trabalhadores face a condições de trabalho que não estejam em harmonia com as suas características físicas e psicológicas
Em geral as consequências revelam-se numa baixa quantitativa e qualitativa da produção, numa rotação excessiva do pessoal e a num elevado absentismo. Claro que as consequências de uma tal situação variarão segundo os meios socioeconómicos.
Fica assim explicado que as condições de trabalho e as regras de segurança e Higiene correspondentes , constituem um factor da maior importância para a melhoria de desempenho das Empresas , através do aumento da sua produtividade obtida em condições de menor absentismo e sinistralidade .
Por parte dos trabalhadores de uma Empresa , o Emprego não deve representar somente o trabalho que se realiza num dado local para auferir um ordenado, mas também uma oportunidade para a sua valorização pessoal e profissional , para o que contribuem em mito as boas condições do seu posto de trabalho .
Querendo evitar a curto prazo um desperdício de recursos humanos e monetários e a longo prazo garantir a competitividade da Empresa , deverá prestar-se maior atenção às condições de trabalho e ao grau de satisfação dos seus colaboradores , reconhecendo-se que, uma Empresa desempenha não só uma função técnica e económica mas também um importante papel social.
SEGURANÇA DO POSTO DE TRABALHO
SIGNIFICADO E IMPORTÂNCIA DA PREVENÇÃO

A Prevenção é certamente o melhor processo de reduzir ou eliminar as possibilidades de ocorrerem problemas de segurança com o Trabalhador .
A prevenção consiste na adopção de um conjunto de medidas de proteção , na previsão de que a segurança física do operador possa ser colocada em risco durante a realização do seu trabalho .Nestes termos , pode-se acrescentar que as medidas a tomar no domínio da higiene industrial não diferem das usadas na prevenção dos acidentes de trabalho.
Como princípios de prevenção na área da Higiene e Segurança industrial , poderemos apresentar os seguintes :
1. Tal como se verifica no domínio da segurança, a prevenção mais eficaz em matéria de higiene industrial exerce-se, também, no momento da concepção do edifício, das instalações e dos processos de trabalho, pois todo o melhoramento ou alteração posterior já não terá a eficácia desejada para proteger a saúde dos trabalhadores e será certamente muito mais dispendiosa.
2. As operações perigosas (as que originam a poluição do meio ambiente ou causam ruído ou vibrações) e as substâncias nocivas, susceptíveis de contaminar a atmosfera do local de trabalho, devem ser substituídas por operações e substâncias inofensivas ou menos nocivas.
3. Quando se torna impossível instalar um equipamento de segurança coletivo, é necessário recorrer a medidas complementares de organização do trabalho, que, em certos
casos, podem comportar a redução dos tempos de exposição ao risco.
4. Quando as medidas técnicas colectivas e as medidas administrativas não são suficientes para reduzir a exposição a um nível aceitável, deverá fornecer-se aos trabalhadores um equipamento de proteção individual (EPI) apropriado.
5. Salvo casos excepcionais ou específicos de trabalho, não deve considerar-se o equipamento de protecção individual como o método de segurança fundamental, não só por razões fisiológicas mas também por princípio, porque o trabalhador pode, por diversas razões, deixar de utilizar o seu equipamento.
Um qualquer posto de trabalho representa o ponto onde se juntam os diversos meios de produção ( Homem , Máquina , Energia , Matéria-prima , etc) que irão dar origem a uma operação de transformação, daí resultando um produto ou um serviço .
Para a devida avaliação das condições de segurança de um Posto de Trabalho é necessário considerar um conjunto de fatores de produção e ambientais em que se insere esse mesmo posto de trabalho .
Para que a atividade de um operador decorra com o mínimo de risco , têm que se criar diferentes condições passivas ou ativas de prevenção da sua segurança .

Os principais aspectos a levar em contas num diagnóstico das condições de segurança (ou de risco) de um Posto de Trabalho , podem ser avaliados pelas seguintes questões:

1. O LOCAL DE TRABALHO;
􀀻 Tem acesso fácil e rápido ?
􀀻 É bem iluminado ?
􀀻 O piso é aderente e sem irregularidades?
􀀻 É suficientemente afastado dos outros postos de Trabalho ?
􀀻 As escadas têm corrimão ou proteção lateral ?
2. MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS;
􀀻 As cargas a movimentar são grandes ou pesadas ?
􀀻 Existem e estão disponíveis equipamento de transporte auxiliar ?
􀀻 A cadencia de transporte é elevada ?
􀀻 Existem passagens e corredores com largura compatível ?
􀀻 Existem marcações no solo delimitando zonas de movimentação?
􀀻 Existe carga exclusivamente Manual ?

3. POSIÇÕES DE TRABALHO;
􀀻 O Operador trabalha de pé muito tempo?
􀀻 O Operador gira ou baixa-se frequentemente ?
􀀻 O operador tem que e afastar para dar passagem a máquinas ou outros operadores ?
􀀻 A altura e a posição da máquina é adequada ?
􀀻 A distancia entre a vista e o trabalho é correta ?

4. CONDIÇÕES PSICOLÓGICAS DO TRABALHO
􀀻 O trabalho é em turnos ou normal ?
􀀻 O Operador realiza muitas Horas extras ?
􀀻 A Tarefa é de alta cadencia de produção ?
􀀻 É exigida muita concentração dados os riscos da operação? 5. MAQUINA
􀀻 A engrenagens e partes móveis estão protegidas ?
􀀻 Estão devidamente identificados os dispositivos de segurança?
􀀻 A formação do Operador é suficiente ?
􀀻 A operação é rotineira e repetitiva ?

6. RUÍDOS E VIBRAÇÕES
􀀻 No PT sentem-se vibrações ou ruído intenso ?
􀀻 A máquina a operar oferece trepidação ?
􀀻 Existem dispositivos que minimizem vibrações e ruído ? 7. ILUMINAÇÃO;
􀀻 A iluminação é natural ?
􀀻 Está bem orientada relativamente a PT ?
􀀻 Existe alguma iluminação intermitente as imediações do PT ?

8. RISCOS QUÍMICOS;
􀀻 O ar circundante tem Poeiras ou fumos ?
􀀻 Existe algum cheiro persistente ?
􀀻 Existem ventilação ou exaustão de ar do local ?
􀀻 Os produtos químicos estão bem embalados ?
􀀻 Os produtos químicos estão bem identificados ?
􀀻 Existem resíduos de produtos no chão ou no PT ?
9. RISCOS BIOLÓGICOS;
􀀻
Há contacto direto com animais ?
􀀻 À contato com sangue ou resíduos animais ?
􀀻 Existem meios de desinfecção no PT ?


10.PESSOAL DE SOCORRO
􀀻
EXISTE alguém com formação em primeiros socorros?
􀀻 Os números de alerta estão visíveis e atualizados ?
􀀻 Existem caixas de primeiros socorros e Macas ?
Com a redução dos acidentes poderão ser eliminados problemas que afetam o homem e a produção.
Para que isso aconteça, é necessário que tanto os empresários (que têm por obrigação fornecer um local de trabalho com boas condições de segurança e higiene, maquinaria segura e equipamentos adequados) como os trabalhadores (aos quais cabe a responsabilidade de desempenhar o seu dever com menor perigo possível para si e para os companheiros) estejam comprometidos com uma mentalidade de Prevenção de Acidentes

Prevenir quer dizer : “...ver antecipadamente; chegar antes do acidente; tomar todas as providências para que o acidente não tenha possibilidade de ocorrer ...”





O EFEITO DOMINÓ E OS ACIDENTES DE TRABALHO
Há muito tempo, que especialistas se vêm a dedicar ao estudo dos acidentes e de suas causas e um dos factos já comprovados é que, quando um acidente acontece, vários factores entraram em acção anteriormente por forma a permitir o acidente.
Um acidente laboral , pode muitas vezes ser comparado com o que acontece quando enfileiramos pedras de um dominó e depois damos um empurrãozinho numa uma delas. Em resultado , as pedras acabam por se derrubarem umas ás outras , até que a ultima pedra caia por terra.

Podemos imaginar que algo semelhante acontece quando um acidente ocorre , considerando que se podem conjugar r cinco factores que se complementam da seguinte forma :
􀂾 Ambiente social
􀂾 Causa pessoal
􀂾 Causa mecânica
􀂾 Acidente
􀂾 Lesão
O Ambiente Social do trabalhador relaciona-se com dois factores principais a saber : Hereditariedade e Influencia Social .As características físicas e psicológicas do individuo são determinadas pela hereditariedade transmitida pelos Pais . Por outro lado o comportamento de cada um é muitas vezes influenciado pelo ambiente social em que cada um vive (A moda tanto .é usar cabelos longos, como usar a cabeça raspada) .
A causa pessoal está relacionada com o conjunto de conhecimentos e habilidades que cada um possui para desempenhar uma tarefa num dado momento. A probabilidade de envolvimento em acidentes aumenta quando as condições psicológicas não são as melhores (depressão) , ou quando não existe preparação e treino suficiente .

A causa mecânica diz respeito às falhas materiais existentes no ambiente de trabalho. Quando o equipamento não apresenta protecção para o trabalhador, quando a iluminação do ambiente de trabalho é deficiente ou quando não há boa manutenção do equipamento, os riscos de acidente aumentam consideravelmente.
Quando um ou mais dos fatores anteriores se manifestam, ocorre o acidente que pode provocar ou não lesão no trabalhador.
Segurança de Máquinas
Muitos processos produtivos dependem da utilização de máquinas , pelo que é importante a existência e o cumprimento dos requisitos de segurança em máquinas industriais ou a sua implementação no terreno de modo a garantir a maior segurança aos operadores.

Máquina : Todo o equipamento, (inclusive acessórios e equipamentos de
segurança), com movimento, (engrenagens), e com fonte de energia que
não a humana
Os Requisitos de segurança de uma máquina podem ser identificados , nomeadamente o que diz respeito ao seu accionamento a partir de Comandos:
􀀻 Devem estar visíveis e acessíveis a partir do posto de trabalho Normal

􀀻 Devem estar devidamente identificados em português ou então por símbolos
􀀻 O COMANDO DE ARRANQUE: a máquina só entra em funcionamento quando se acciona este comando, não devendo arrancar sozinho quando volta a corrente
􀀻 O COMANDO DE PARAGEM: deve sempre sobrepor-se ao comando de arranque
􀀻 STOP DE EMERGÊNCIA: corta a energia, pode ter um aspecto de barra botão ou cabo

Dispositivos de Proteção
􀀻 Protectores Fixos: os mais vulgarmente utilizados são as guardas. São estruturas metálicas aparafusadas à estrutura da máquina e devem impedir o acesso aos órgãos de transmissão. O acesso só para acções de manutenção.
􀀻 Protectores Móveis: neste caso as guardas são fixadas à estrutura por dobradiças ou calhas o que as torna amovíveis. A abertura da proteção deve levar à paragem automática do “movimento perigoso”, (pode-se recorrer a um sistema de encravamento elétrico).
􀀻 Comando Bi-Manual: para uma determinada operação, em vez de uma só betoneira existem duas que devem ser pressionadas em simultâneo. Isto obriga a que o trabalhador mantenha as duas mãos ocupadas evitando cortes e esmagamentos (Guilhotinas , Prensas)
􀀻 Barreiras Ópticas: Dispositivo constituído por duas “colunas”, uma emissora e a outra receptora, entre elas existe uma “cortina” de raios infra-vermelhos. Quando alguém ou algum objeto

atravessa esta “cortina” surge uma interrupção de sinalo que leva á paragem de movimentos mecânicos perigosos.
􀀻 Distâncias de Segurança : Define-se distância de segurança, a distância necessária que impeça que os membros superiores alcancem zonas perigosas do equipamento .










REDUÇÃO DOS RISCOS DE ACIDENTE
Como já vimos, os acidentes são evitados com a aplicação de medidas específicas de segurança, seleccionadas de forma a estabelecer maior eficácia na prevenção da segurança . As prioridades são:
Eliminação do risco : significa torná-lo definitivamente inexistente. (exemplo: uma escada com piso escorregadio apresenta um sério risco de acidente. Esse risco poderá ser eliminado com um piso antiderrapante);
Neutralização do risco :o risco existe, mas está controlado.
Esta opção é utilizada na impossibilidade temporária ou definitiva da eliminação de um risco. (exemplo: as partes móveis de uma máquina como polias, engrenagens, correias etc. - devem ser neutralizadas com anteparos de protecção , uma vez que essas peças das máquinas não podem ser simplesmente eliminadas.
Sinalização do risco :é a medida que deve ser tomada quando não for possível eliminar ou isolar o risco. (exemplo: máquinas em manutenção devem ser sinalizadas com placas de
advertência; locais onde é proibido fumar devem ser devidamente sinalizados.

PROTEÇÃO COLETIVA E PROTEÇÃO INDIVIDUAL
As medidas de proteção coletiva, através dos equipamentos de proteção coletiva (EPC), devem ter prioridade, conforme determina a legislação. Uma vez que beneficiam todos os trabalhadores, indistintamente.
Os EPCs devem ser mantidos nas condições que os especialistas em segurança estabelecerem, devendo ser reparado sempre que apresentarem qualquer deficiência.
Vejamos alguns exemplos de aplicação de EPCs:
􀀻 sistema de exaustão que elimina gases vapore ou poeiras contaminantes do local de trabalho;
􀀻 enclausuramento de máquina ruidosa para livrar o ambiente do ruído excessivo;
􀀻 comando bimanual, que mantém as mãos ocupadas, fora da zona de perigo, durante o ciclo de uma máquina;
􀀻 cabo de segurança para conter equipamentos suspensos sujeitos a esforços, caso venham a se desprender.
Quando não for possível adoptar medidas de segurança de ordem geral, para garantir a protecção contra os riscos de acidentes e doenças profissionais, devem-se utilizar os equipamentos de protecção individual, conhecidos pela sigla EPI.
São considerados equipamentos de protecção individual todos os dispositivos de uso pessoal destinados a proteger a integridade física e a saúde do trabalhador

Os EPIs não evitam os acidentes, como acontece de forma eficaz com a protecção colectiva. Apenas diminuem ou evitam lesões que podem decorrer de acidentes.
Veja um exemplo:

Um operador derramou metal fundido dentro de um molde, com uma concha.sem reparar que havia um pouco de água no fundo do molde. Ao derramar o metal, este reagiu com a água, causando uma explosão que lhe atingiu o rosto. Dado que o operador usava mascara , Isso impediu que o rosto e os olhos fossem atingidos. Graças ao uso correcto do EPI, o operador não teve nenhuma lesão.

Existem EPIs para protecção de praticamente todas as partes do corpo. Veja alguns exemplos:
􀀻 Cabeça e crânio: capacete de segurança contra impactos, perfurações, acção dos agentes meteorológicos etc.
􀀻 Olhos: óculos contra impactos, que evita a cegueira total ou parcial e a conjuntivite. É utilizado em trabalhos onde existe o risco de impacto de estilhaços e limalhas .
􀀻 Vias respiratórias: protector respiratório, que previne problemas pulmonares e das vias respiratórias, e deve ser utilizado em ambientes com poeiras, gases, vapores ou fumos nocivos.
􀀻 Face: máscara de solda, que protege contra impactos de partículas, respingos de produtos químicos, radiação (infravermelha e ultravioleta) e ofuscamento

􀀻 Ouvidos: Auriculares, que previne a surdez, o cansaço, a irritação e outros problemas psicológicos.
Deve ser usada sempre que o ambiente apresentar níveis de ruído superiores aos aceitáveis, de acordo com a norma regulamentadora.
􀀻 Mãos e braços: luvas, que evitam problemas de pele, choque eléctrico, queimaduras, cortes e raspões e devem ser usadas em trabalhos com solda eléctrica, produtos químicos, materiais cortantes, ásperos, pesados e quentes.
􀀻 Pernas e pés: botas de borracha, que proporcionam isolamento contra electricidade e humidade. Devem ser utilizadas em ambientes húmidos e em trabalhos que exigem contacto com produtos químicos.
􀀻 Tronco: aventais de couro, que protegem de impactos, gotas de produtos químicos, choque eléctrico, queimaduras e cortes. Devem ser usados em trabalhos de soldagem eléctrica, oxiacetilénica, corte a quente
A lei determina que os EPIs sejam aprovados pelo Ministério do Trabalho, mediante certificados de aprovação (CA). As empresas devem fornecer os EPIs gratuitamente aos trabalhadores que deles necessitarem. A lei estabelece também que é obrigação dos empregados usar os equipamentos de protecção individual onde houver risco, assim como os demais meios destinados a sua segurança.


SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA










No interior e exterior das instalações da Empresa , devem existir formas de aviso e informação rápida , que possam auxiliar os elementos da Empresa a atuar em conformidade com os procedimentos de segurança .
Com este objectivo , existe m conjunto de símbolos e sinais especificamente criados para garantir a fácil compreensão dos riscos ou dos procedimentos a cumprir nas diversas situações laborais que podem ocorrer no interior de uma Empresa ou em lugares públicos .Em seguida dão-se alguns exemplos do tipo de sinalização existente e a ser aplicada nas Empresas .
Sinais de Perigo
Indicam situações de risco potencial de acordo com o pictograma inserido no sinal. São utilizados em instalação, acessos, aparelhos, instruções e procedimentos, etc..
Têm forma triangular, o contorno e pictograma a preto e o fundo amarelo.

Perigo – Intoxicação -> Perigo Substâncias Corrosivas ->

Perigo Zonas Quentes -> Perigo de electrocussão ->

Perigo de incêndio -> Perigos Vários ->

Sinais de Proibição
Indicam comportamentos proibidos de acordo com o pictograma inserido no sinal. São utilizados em instalação, acessos , aparelhos, instruções e procedimentos, etc.. Têm forma circular, o contorno vermelho, pictograma a preto e o fundo branco.

Proibido fumar -> Proibido beber agua -> Proibido fazer fogo ->
Proibido lavar as mãos -> Proibido apagar com água ->

Sinais de Obrigação
Indicam comportamentos obrigatórios de acordo com o pictograma inserido no sinal. São utilizados em instalação, acessos, aparelhos, instruções e procedimentos, etc.. Têm forma circular, fundo azul e pictograma a branco

· Protecção obrigatória dos olhos
· Protecção obrigatória das mãos
· Protecção obrigatória dos olhos e vias respiratórias
· Protecção obrigatório das vias respiratórias
· Obrigatório lavar as mãos

Sinais de Emergência
Fornecem informações de salvamento de acordo com o pictograma inserido no sinal. São utilizados em instalação, acessos e equipamentos, etc.. Têm forma retangular, fundo verde e pictograma a branco.

<- Posto de 1º socorros <- Lava-olhos de emergência <- Saída de emergência à esquerda <- Direção de Evacuação










HIGIENE E CONDIÇÕES AMBIENTAIS DO PT INTRODUÇÃO










O conjunto de elementos que temos à nossa volta, tais como as edificações, os equipamentos, os móveis, as condições de temperatura, de pressão, a humidade do ar, a iluminação, a organização, a limpeza e as próprias pessoas, fazem parte das condições de trabalho e constituem assim o que se designa por ambiente. Nos locais de trabalho, a combinação de alguns desses elementos gera produtos e serviços. A todo esse conjunto de elementos e ações denominamos condições ambientais. Em muitos casos , o ambiente de trabalho é agressivo para o trabalhador , dadas as condições de ruído , temperatura , esforço , etc , a que o mesmo se encontra sujeito durante o cumprimento das suas funções. O desenvolvimento tecnológico permitiu que em algumas das condições mais duras de trabalho para o ser humano ,sejam usados robots ou dispositivos mecânicos que substituem total ou parcialmente a acção directa do trabalhador (Siderurgia , Pintura , Indústria química , etc). Entretanto, apesar de todo o avanço científico e tecnológico, ainda há situações em que o homem é obrigado a enfrentar condições desfavoráveis ou perigosas na realização de determinadas tarefas (Minas ,Construção civil , etc)










O INIMIGO INVISÍVEL










Qualquer um de nós já se submeteu a um exame de raio X por indicação médica. Nada sentimos ou vemos sair do aparelho de raio X ao fazermos esse exame. Porém, para executar a radiografia, o equipamento liberta uma grande carga de energia electromagnética não percebida por nós. Essa radiação, em doses elevadas, é prejudicial ao organismo humano, pois provoca alterações no sistema de reprodução das células, ocasionando doenças e, em alguns casos, a morte. Essa é uma das razões pelas quais consideramos certos riscos ambientais como inimigos invisíveis: alguns deles não são captados pelos órgãos dos sentidos (audição, visão, olfacto, paladar e tacto), fazendo com que o trabalhador não se sinta ameaçado. Inconsciente do perigo, a tendência é ele não dar importância à prevenção. As experiências e os estudos médicos demonstram que muitas pessoas adquiriram doenças pulmonares depois de trabalhar anos a fio, sem nenhuma protecção, com algum tipo de produto químico ou produtos minerais. Este tipo de doença progride lentamente, tornando difícil seu diagnóstico inicial, acabando a doença por se manifestar muito mais tarde e muitas vezes sem recuperação . Em resumo, o desconhecimento de como os factores ambientais geram riscos à saúde é um dos mais sérios problemas enfrentados pelo trabalhador










OS RISCOS QUE RODEIAM O POSTO DE TRABALHO










Há vários factores de risco que afectam o trabalhador no desenvolvimento das suas tarefas diárias. Alguns destes riscos atingem grupos específicos de profissionais , como é o caso, dos mergulhadores, que trabalham submetidos a altas pressões e a baixas temperaturas. Por esse facto, são obrigados a usar roupas especiais, para conservar a temperatura do corpo, e passam por cabines de compressão e descompressão, cada vez que mergulham ou sobem à superfície. Outros factores de risco não escolhem profissão: agridem trabalhadores de diferentes áreas e níveis ocupacionais, de maneira subtil, praticamente imperceptível. Esses últimos são os mais perigosos, porque são os mais ignorados.










Os principais tipos de risco ambiental que afectam os trabalhadores de um modo geral, estão separados em :










􀀻 Riscos físicos










􀀻 Riscos químicos










􀀻 Riscos Biológicos










􀀻 Riscos Ergonómicos










RISCOS FÍSICOS










Todos nós, ao desenvolvermos o nosso trabalho, gastamos uma certa quantidade de energia para produzir um determinado resultado. Em geral , quando dispomos de boas as condições físicas do ambiente, como, por exemplo, o nível de ruído e a temperatura são aceitáveis, produzimos mais com menor esforço.










Mas, quando essas condições fogem muito aos nossos limites de tolerância, atinge-se facilmente o incómodo e a irritação determinando muitas vezes o aparecimento de cansaço, a queda de produção, falta de motivação e desconcentração . Por outras palavras, os factores físicos do ambiente de trabalho interferem directamente no desempenho de cada trabalhador e na produção obtida , pelo que se justifica a sua analise com o maior cuidado. Ao estudar cada um dos factores apresentados a seguir, pense no seu próprio local de trabalho. Identifique os problemas, liste-os e proponha uma medida de correcção para esse problema Ruído Quando um de nós se encontra num ambiente de trabalho e não consegue ouvir perfeitamente a fala das pessoas no mesmo recinto , isso é uma primeira indicação de que o local é demasiado ruidoso.Os especialistas no assunto definem o ruído como todo som que causa sensação desagradável ao homem. As perdas de audição são derivadas da frequência e intensidade do ruído. A fadiga evidencia-se por uma menor acuidade auditiva. As ondas sonoras transmitem-se tanto pelo ar como por materiais sólidos. Quanto maior for a densidade do meio condutor, menor será a velocidade de propagação do ruído.










O ruído é pois um agente físico que pode afectar de modo significativo a qualidade de vida. Mede-se o ruído utilizando um instrumento denominado medidor de pressão sonora, e a unidade usada como medida é o decibel ou abreviadamente dB.










􀀻 Para 8 horas diárias de trabalho, o limite máximo de ruído estabelecido é de 85 decibéis.










􀀻 O ruído emitido por uma britadeira é equivalente a 100 decibéis.










􀀻 O limite máximo de exposição contínua do trabalhador a esse ruído, sem protecção auditiva, é de 1 hora. Sem medidas de controlo ou proteção , o excesso de intensidade do ruído, acaba por afectar o cérebro e o sistema nervoso . Em condições de exposição prolongada ao ruído por parte do aparelho auditivo, os efeitos podem resultar na surdez profissional cuja cura é impossível, deixando o trabalhador com dificuldades para se relacionar com os colegas e família , assim como dificuldades acrescidas em se aperceber da movimentação de veículos ou máquinas , agravando as suas condições de risco por acidente físico. dB 130 Intensidade do som 10-¹² W/m² 10 Exemplos típicos Limiar da dor 120 1,0 Grande avião a pacto 110 0,1 Grande orquestra 100 0,01 Colocação de rebites 90 10-³ comboio 80 10-4 escritório ruidoso 70 10-5 motor de carro 50 10-7 escritório médio 40 10-8 escritório sossegado 30 10-9 biblioteca 20 10-10 sussurro 10 10-11 murmúrio 0 10-12 limiar da audibilidade










Vibrações










As vibrações caracterizam-se pela sua amplitude e frequência. Apresentam geralmente baixas frequências e conduzem-se por materiais sólidos (Exprimem-se em m/s 2 ou em dB. Consoante a posição do corpo humano, (de pé, sentado ou deitado), a sua resposta às vibrações será diferente sendo igualmente Importante o ponto de aplicação da força vibratória. Os efeitos no homem das forças vibratórias podem ser resumidos nos seguintes casos : Frequência entre 8 e 1000 Hz; O uso prolongado de martelos pneumáticos ou motosserras, conduz a complicações nos vasos sanguíneos e articulações e á diminuição na circulação sanguínea, Estas lesões podem ser permanentes. Frequência acima de 1000 Hz; O efeito restringe-se a nível da epiderme (danos em células e efeitos térmicos). Com o passar do tempo, afecções a nível das articulações e da coluna Exemplos práticos: Automóvel que passa lomba no asfalto; Alta Amplitude; Baixa Frequência Automóvel em piso de paralelo; Baixa Amplitude; Alta Frequência Barco à deriva; Alta Amplitude; Baixa Frequência Barco a motor; Baixa Amplitude; Alta Frequência Em geral, as massas pequenas estão mais sujeitas a altas-frequências. As massas grandes, às baixas frequências.










Amplitudes Térmicas Frio ou calor em excesso, ou a brusca mudança de um ambiente quente para um ambiente frio ou vice-versa, também são prejudiciais à saúde. Nos ambientes onde há a necessidade do uso de fornos, maçaricos etc., ou pelo tipo de material utilizado e características das construções (insuficiência de janelas, portas ou outras aberturas necessárias a uma boa ventilação), toda essa combinação pode gerar alta temperatura prejudicial à saúde do trabalhador. A sensação de calor que sentimos é proveniente da temperatura resultante existente no local e do esforço físico que fazemos para executar um trabalho. A temperatura resultante é função dos seguintes fatores:










􀀻 humidade relativa do ar










􀀻 velocidade e temperatura do ar










􀀻 calor radiante (produzido por fontes de calor do ambiente, como fornos e maçaricos. A unidade de medida da temperatura adoptada é o grau Celsius, abreviadamente ºC. De um modo geral, a temperatura ideal situa-se entre 21ºC e 26 ºC enquanto a humidade relativa do ar deve estar entre 55% a 65%, e a velocidade do ar deve ser cerca de 0,12 m/s. Condições ambientais aconselhadas;










􀀻 a temperatura ideal situa-se entre 21ºC e 26 ºC 􀀻 a humidade relativa do ar deve estar entre 55% a 65%










􀀻 a velocidade do ar deve ser cerca de 0,12 m/s










Os ambientes térmicos podem ser classificados como :










􀀻 Quentes (Fundições, Cerâmicas , Padarias),










􀀻 Frios (armazéns frigoríficos, actividades piscatórias) 􀀻 Neutros (escritórios). Logicamente que as situações mais preocupantes ocorrem em ambientes térmicos frios e quentes ou sobretudo quando as duas possibilidades existem na mesma empresa ou no mesmo posto de trabalho . Stress Térmico Em geral está relacionado com o desconforto do trabalhador em condições de trabalho em que a temperatura ambiente é muito elevada , podendo-se conjugar uma humidade baixa e uma circulação de ar deficiente .










Os sintomas de exposição a ambientes térmicos hostis podem ser descritos por : Ambiente Térmico Quente :










􀀻 Temperatura superficial da pele aumenta (vasodilatação dos capilares, o indivíduo cora)










􀀻 Temperatura interna aumenta ligeiramente










􀀻 Sudação










􀀻 Mal estar generalizado










􀀻 Tonturas e desmaios










􀀻 Esgotamento e morte Ambientes Térmicos Frios :










􀀻 Frieiras, localizadas nos dedos das mãos e dos pés










􀀻 Alteração circulatória do sangue leva a que as extremidades do corpo humano adquiram uma coloração vermelho-azulada










􀀻 Pé-das Trincheiras, surge em situações de grande humidade, os pés ficam extremamente frios e com cor violácea










􀀻 Enregelamento, é a congelação de tecidos devido a exposição a temperaturas muito baixas ou por contacto com superfícies muito frias As medidas a tomar para minimizar os efeitos do Stress Térmico podem passar por ; 􀀻 Em primeiro lugar uma correcta dieta alimentar de modo a fortalecer o organismo.










􀀻 Ingerir bastante água à temperatura ambiente. Não beber alcoól










􀀻 Evitar alimentação rica em gorduras visto que estas retêm os líquidos no organismo, moderar o consumo de cafeína.










􀀻 Em situações de elevadas temperaturas, como por exemplo uma siderurgia a água a ingerir deve conter uma pequena porção de sal de modo a compensar as perdas devido á transpiração.










􀀻 Devem ser tomadas a nível de lay-Out medidas de ventilação.










􀀻 Implementar turnos com menor carga horária em situações onde ocorre exposição a ambientes hostis.










􀀻 Contra o Calor Radiante - O uso de viseiras é essencial, pois a radiação emitida por materiais em fusão levam ao surgimento de cataratas a nível ocular.










RISCOS QUÍMICOS










Certas substâncias químicas, utilizadas nos processos de produção industrial, são lançadas no ambiente de trabalho através de processos de pulverização , fragmentação ou emanações gasosas. Essas substâncias podem apresentar se nos estados sólido, líquido e gasoso. No estado sólido, temos poeiras de origem animal, mineral e vegetal, como a poeira mineral de sílica encontrada nas areias para moldes de fundição. No estado gasoso, como exemplo, temos o GLP (gás liquefeito de petróleo), usado como combustível , ou gases libertados nas queimas ou nos processos de transformação das matérias primas . Quanto aos agentes líquidos , eles apresentam-se sob a forma de solventes, tintas , vernizes ou esmaltes. Esses agentes químicos ficam em suspensão no ar e podem penetrar no organismo do trabalhador por: Via respiratória :essa é a principal porta de entrada dos agentes químicos, porque respiramos continuadamente, e tudo o que está no ar acaba por passar nos pulmões. Via digestiva: se o trabalhador comer ou beber algo com as mãos sujas, ou que ficaram muito tempo expostas a produtos químicos, parte das substâncias químicas serão ingeridas com o alimento, atingindo o estômago e podendo provocar sérios riscos à saúde.










Epiderme : essa via de penetração é a mais difícil, mas se o trabalhador estiver desprotegido e tiver contacto com substâncias químicas, havendo deposição no corpo, serão absorvidas pela pele. Via ocular :alguns produtos químicos que permanecem no ar causam irritação nos olhos e conjuntivite, o que mostra que a penetração dos agentes químicos pode ocorrer também pela vista. Falso remédio! Quando se respira um ar com produtos químicos, eles são arrastados para os pulmões. Quando se bebe um copo de leite, ele vai para o estômago. Daí a pergunta: o que o leite tem a ver como desintoxicante pulmonar por substâncias nocivas? Resposta: Nada! O leite pode ser considerado alimento, nunca um preventivo de intoxicação. Sua utilização é até prejudicial, uma vez que acreditando no seu valor, as medidas de higiene industrial e os cuidados higiênicos ficam em segundo plano. As medidas ou avaliações dos agentes químicos em suspensão no ar são obtidas por meio de aparelhos especiais que medem a concentração, ou seja, percentagem existente em relação ao ar atmosférico. Os limites máximos de concentração de cada um dos produtos diferem de acordo com o seu grau de perigo para a saúde . Valores Limite de Exposição Na legislação ambiental Portuguesa constam os Valores Limite de Exposição de diferentes substâncias (NP – 1796).










Os Valores Limite de Exposição não são mais do que concentrações no ar dos locais de trabalho de diferentes substâncias. Abaixo destes valores a exposição contínua do trabalhador não representa risco para este. Pode ser determinada uma “concentração média” no tempo inerente a um turno de trabalho de 8 horas. Concentração Limite é um valor que nunca deve ser ultrapassado mesmo que a “concentração média” esteja abaixo do Valor Limite. As substâncias químicas quando absorvidas pelo organismo em quantidades suficientes, podem provocar lesões no mesmo. Assim surge a definição de DOSE: Quantidade de substância absorvida pelo organismo. Os efeitos no organismo, vão pois depender da dose absorvida e da quantidade de tempo de exposição a essa dose. Assim, os graus de Intoxicação com produtos Químicos podem ser classificadas em :










􀀻 Intoxicação Aguda , corresponde a uma absorção rápida num curto período de tempo (geralmente ocorrem em situações de acidente).









􀀻 Intoxicação Crónica , absorção de pequenas doses em certos períodos de tempo (ocorrem no local de trabalho, num turno ou em parte dele). Efeitos dos Poluentes Químicos Sensibilizantes : produtos que levam a reacções alérgicas. Manifestam-se por afecções da pele ou respiratórias. (Isocianatos usados por exemplo no fabrico de espumas. )









Irritantes : produtos que levam a inflamações no tecido onde atuam. Também nesta situação os produtos inaláveis são os que levantam mais preocupação. (ácido clorídrico ,óxidos de azoto). Anestésicos ou narcóticos : produtos que actuam sobre o sistema nervoso central, tais como os solventes usados na indústria das colas ou tintas, (toluol, acetato butilo, hexano, etc...) Asfixiantes : produtos que dificultam o transporte de oxigénio a nível sanguíneo. (Monóxido de Carbono) Cancerígenos : substâncias que podem provocar o cancro Corrosivas : substâncias que actuam quimicamente sobre os tecidos quando em contacto com estes. Pneumoconióticas : apresentam-se sob a forma de poeiras ou fumo. São exemplo destas substâncias a sílica livre cristalina comum em minas ( provoca a silicose a nível pulmonar). Poluentes sólidos Poeiras - Partículas esferoidais de pequeno tamanho que se encontram em suspensão no ar. As mais perigosas são as de quartzo, (originam a silicose), Fibras - Partículas não esféricas, geralmente o seu comprimento excede em 3 vezes o seu diâmetro. Fumos - partículas esféricas em suspensão, geralmente têm origem em combustões. Manual de Formação: Higiene e Segurança no Trabalho - Programa Formação PME 39/45 Aerossol - suspensão em meio gasoso de partículas esféricas e líquidas, em conjunto ou não. A sua velocidade de queda é desprezável.